Você é bronze, e até a Carol Albuquerque tem ouro.
Fernanda, nunca fui com sua cara de peixe morto. Aposto que você secou o que podia para o Brasil perder. Mas praga de galinha velha nao mata urubu.
Fernanda, sabemos que você ficou muito feliz hoje… Feliz quando os EUA venceram o 2°set, né, sua safada agourenta?
hoje foi o pior dia da tua vida, neh FÊ? Antidepressivo e cama.
Momento “Relembrar é Viver”: Fernanda Venturini tirando o seu da reta em entrevista há 4 anos sobre o 24 a 19: “Se quem estava virando as bolas no jogo não conseguiu definir, que culpa eu tenho?”… “Ele (o técnico) pediu pra levantar pra ela, e foi o que eu fiz” …. “Talvez se eu tivesse seguido minha intuição e virado uma bola de segunda, a história tivesse sido outra”. Sim, Fernanda, os seus “culpados” se consagraram hoje…
Eu gosto muito da Venturini, vale registrar. E acho que ela é a melhor levantadora que a seleção já teve. Ela teve, contudo, um comportamento abaixo da crítica mesmo em relação a Atenas. Mas uma coisa eu acho admirável. Ela sofre acusações/ataques continuamente no blog dela. E NÃO apaga nenhum. Acho o máximo mesmo.
E a Rosana Hermann postou também. E ela é bem informada. E talvez no próximo post, explique mais coisas. Além das que todos já sabem etc. Já postou. E não falou nada de relevante. Pelo contrário, fez um post auto-ajuda patético. Como queríamos comprovar. Parece que ninguém sabe direito o que rolou.
Nada disso foi à toa. Nossa campanha até aqui foi ótima. Foi presente de Deus que justo no dia do meu aniversário tenha havido uma final olímpica. Hoje é comemoração em dose dupla. Não tem dinheiro que compre isso aqui, é o melhor presente de todos, vou guardar para a vida inteira.
SHEILLA
Nosso grupo foi muito bem. Sem cometer erros nem muitas falhas durante a competição. Após perdermos o segundo set, o Zé Roberto conversou com a gente, nos acalmando. Não perdemos a cabeça. Muitos não acreditavam. Provamos sermos um grupo forte. A felicidade é imensa.
E a Paula Pequeno ganhou o MVP. Nos comments da Chevrand, eles acham que deveria ter ido pra Sheilla. Pra qualquer uma tá bom, eu acho. Achei injusto a gente perder o título de maior bloqueadora. Fabiana, sim senhora.
A Marianunciou que vai ter tatuagem nova. Vitória em chinês, ela vai tatuar. A mãe dela mandou um cala a boca. AFabi mandou um cala boca. A Mari, não estava muito à vontade, mas mandou também. A Carol Gatazz comentou maravilhosamente. E disse que a Mari não merecia ficar marcada por aquela última bola de Atenas. Os jornalistas, ainda hoje, só falaram daquilo. Tontos, não percebem que o cala a boca é pra eles. A Fabiana parecia uma criança. Até a fisionomia dela mudou. Minha segunda jogadora favorita, disparado. Mas adoro o time inteiro. Inclusive o banco. E foi isso que a Walewska disse. Quando perguntada a respeito do diferencial dessa equipe para as demais. As doze jogam, ela resumiu. E a Olimpíada acabou. Queria agradecer a Messi, Michael Phelps, Yelena Yesinbaieva, Maurren Maggi. E todo pessoal. Que fez o papel de nos distrair nos intervalos dos jogos, enquanto esperávamos as amarelonas do vôlei. Com bons coadjuvantes, assisti estupefata a *o* protagonismo. O bicampeonato como musa olímpica. Minha pessoa preferida da televisão. Um beijo, Marianne Steinbrecher.
Eu pensei em contar quantos "beijo, vó" a Sheilla falou. Mas desencanei.
Eu não sei se vou voltar pro blog antigo, agora que as Olimpíadas acabaram. Talvez eu espere um pouco. Embarque, desembarque etc.
E ela não chora. E eu adoro. Gostei demais de ver a Virna lá também.
E foi no blog da Chevrand que deram o melhor motivo pra gente torcer pra Cuba no jogo de daqui a pouco. Que ver as mireyas pegando o bronze enquanto assistem o Brasil pegar o ouro. NÃO TEM PREÇO.
Agora a Globo e Band vão com tudo pra cima das meninas. Os outros esportes decepcionaram. Só o vôlei pode salvar o Brasil de um fiasco ainda maior............É preciso que se evite entrevistas e que as famílias das 12 jogadoras batam a porta na cara destas emissoras que estão levando má sorte pra todos atletas................ (João)
Acho que esse ponto não deve ser esquecido ou subestimado. E não se trata de superstição. Mas a Globo é pé frio demais. Então, torcemos todos, para que ninguém dê as caras na casa da Mari amanhã. Obrigada.
A medalha da Maurren é super especial pra mim. Eu fiz faculdade na cidade dela. E quando ela começou a ficar famosa e saltar pra mais de 7 metros, todo mundo tentava se lembrar dela. E histórias apareciam. Você se lembra da Maurren, ela ia sempre não sei onde e tal. Nunca me lembrei. Mas sempre parei. Para ler e escutar notícias sobre ela. Daí teve aquele doping super nonsense. Eu não me conformo com doping de pomada. Meus sinceros q para doping de pomada. Daí ela ganha uma medalha de ouro. Numa Olimpíada que nem teve quase medalha de ouro. Obviamente que é a primeira mulher a ganhar medalha de ouro. E coisas simbólicas assim, já disse, devem sempre ser mencionadas. Eu gosto também que a gente leve uma medalha no atletismo. Nada pode superar o atletismo, na minha opinião. Essa coisa clichê. Do mais nobre dos esportes. Quem salta mais longe. Quem pula mais alto. Quem corre mais rápido. É isso que importa. Para sabermos que é possível. Correr 100 metros em 9 segundos. Eu não consigo. Mas sei que é possível. Me emociona profundamente isso.
Eu fico feliz que os meninos do vôlei tenham passado. Fico. Eu tô um pouco desgostosa do Bernardinho. Mas os jogadores não tem muito a ver com isso. O caso é que eu nem ia falar nada sobre. Porque não chega exatamente a me incomodar. Eu apenas acho o Bernardinho um ditador. E tento ponderar o quanto isso é importante e blá. O caso é a entrevista do Giba na Playboy. O horror, o horror. Uma característica das seleções de vôlei é a simpatia. Antipatizo com essa. Mas relativizo. Atletas não estão no mundo para dar entrevistas. O papel deles é outro. E assim por diante. Mas fiquei feliz com a vitória. E isso a gente não controla, né? Ou fica ou não fica.
Essa pessoa Jô. Da seleção masculina de futebol. Nunca tinha ouvido falar.
Eu não acompanho muito futebol feminino então
minhas impressões sobre as jogadoras ficam sempre presas ao jogo em questão e
não transcende pra lugar nenhum. Mas o que me impressionou hoje não foi
a Cristiane (que tinha me impressionado no jogo passado). Nem a
Daniela (que tinha me impressionado no primeiro jogo). Eu não
tenho memória esportiva nenhuma. Tipo não lembro com quem o
Brasil jogou na Copa passada. Nem qual foi a semifinal
da Libertadores de 92 que classificou o São
Paulo. Os jogos, para mim, se vão com o vento. Mas eu me lembro de um
jogo Inglaterra X Argentina. Acho que na Copa da
França. E não sei que jeito os ingleses fizeram. Mas os argentinos
ficaram o tempo TODO no campo de ataque e mesmo assim não fizeram gol. E
nem sequer armaram boas jogadas. Ficaram ali, no meio/ataque. E parecia que a
seleção inglesa tinha feito um escudo em forma de arco. E os
argentinos, por ali, pipocando. E nem sei se quarta ou oitava. Mas sei que a
Inglaterra ganhou. Até então esse era o único jogo que tinha
ficado realmente na minha memória pelo sistema defensivo. Eu.
Que defendo o 3-2-5. E hoje me pareceu isso. Seleção brasileira
no ataque mas neutralizada. Como já tá no ataque, não tem perigo de
jogada veloz. E fica nessa. Eu costumo chamar isso de retranca.
E quase nunca dá resultado. Mas no caso da Inglaterra aquele
dia e dos Eua hoje. Não me parece retranca. É
tática mesmo. Tô bastante impressionada.
Claro que eu sempre vou preferir futebol de habilidade. Mas
isso é gosto pessoal.
A goleira sacou um
celularnão sei de onde. E ligou pra mamãe. Achei o máximo.
Olha que linda, a moça. Gamei
assim. Totalmente. Entrou na corrida para musa olímpica.
Que foto bem
batida. A gente fica sem saber se o fotógrafo é bom ou se a sorte
foi muita.
E ainda bem que a Simone é beque.
E não fas gou. Para não nos brindar com comemorações
bizarras.
Ai. Olha. Essa Olimpíada está sendo didática pra mim. Eu estou enfim percebendo o papel do sistema defensivo. No vôlei e no futebol. Perdemos pros EUA que tem a melhor defesa. No vôlei, temos o melhor time do mundo. Porque arrumamos a defesa. Eu sou muito ohhhhh com o meio-campo. No caso do vôlei, com o levantamento. E tô realmente aprendendo a olhar outras coisas. Acho que eu até disse que não curtia muito a Fabi. Veja só. Enfim. Só isso.
Injusto mesmo é perder essa medalha de ouro pra esse time dos EUA que nem ataca. E essa goleira Bárbara faz chover e trovejar. Não acredito que ela pegou aquela última. Eu vi a medalha ir embora.
A Cristiane é a mais gata e minha favorita é a Formiga.
Não tenho nem o que falar. Estou envergonhada. Porque eu tive medo. Muito medo. O jogo inteiro. Não acostumei com isso ainda. Eu sou acostumada a ter um bom time de vôlei. Mas não tô preparada pra ter o melhor time de vôlei. Então eu, ainda, passo medo. Fico em pânico.
Toda a confiança da equipe hoje sendo espalhada pela Sheilla. É impressionante, já diria Marcos Freitas.
E não é papo furado. O Brasil REALMENTE tem banco. Que coisa a Thaísa. Que coisa a Jaque mandar dois aces na orelha das chinesas.
E na entrevista, a Mari: Não sei nem o que falar. Tô meio perturbada ainda.
Eu sabia que o Lula tinha gravado o apoio pra Marta mas nunca imaginei que fosse tão contundente. Marta é o melhor para São Paulo, vamos fazer muito juntos etc. E ele não mandou uma fita. Ele estava ali, no gabinete televisivo dela. O programa foi muito bom para apresentação. Falou da cidade no tom favorito dos paulistanos. Uma cidade impressionante. Para o bem e para o mal. Paulistano a-do-ra. Que a cidade tenha toda essa dimensão. A minha cidade é maior que eu. Eu gostei também do breve histórico da vida dela. Só dela. Sem marido ou filho no meio. Ela consegue ser feminista com naturalidade. Nunca vi ela se definir pela maternidade, casamento ou filiação. Disse, num momento que eu considerei inspirado. Que São Paulo é uma cidade que nasceu pobre e se tornou rica. E que ela nasceu rica e resolveu dedicar a vida aos mais pobres. Gosto porque pega o touro pelo chifre. O preconceito por ser dondoca vai aparecer, melhor se antecipar. O programa do Kassab foi ótimo também. Porque ele não disse apenas o que fez. Colocou os beneficiados para falar. Acho que se separa definitivamente do Maluf. Que fica mostrando aquele tanto de anel viário. Ninguém aguenta mais ver aquilo. No logo do Maluf, o capacete de mestre de obras. Ele resolveu que é uma grande coisa ser engenheiro. O Kassab falou também. Que tem dois diplomas da USP (ui). O programa da Soninha beirou o patético. Ela adotou um visual modernoso TRIP/MTV. Esse foco excessivo no público jovem faz com que a candidatura não seja levada a sério. E vamos combinar que o público "jovem" da Soninha tá beirando os 30 anos. Uma enorme síndrome de Peter Pan coletiva que acerta em cheio os descolados. E que tem todo o meu desprezo. Geraldo Alckmin dá conta. De não acertar o tom nunca. O jingle de campanha é horrível. Uma música lenta e sem refrão. A palavra "alckmin" não encaixa no ritmo e é falada rapidamente. Vi um marketeiro por aí dizendo que não é boa idéia ficar chamando o cara de Geraldo. Porque pra população ele é o Alckmin. No jingle virou Geraldo. E depois, a população e alguns líderes políticos desejam "boa sorte, Geraldo". Tipo pra incentivar a campanha. FHC disse isso aí: Boa Sorte, Geraldo. Combina pouco com o ex-presidente. Que não acredita em sorte. E ficou ensaiado. Mico de circo. Ao contrário do Lula, que falou mais e naturalmente. O programa puxou um link com Mário Covas. Que não surte efeito. Quem gosta do Covas já sabe que o Alckmin é herdeiro político dele. Quem não liga pra isso, caga pra informação. Ao contrário do Kassab, ele foi super vago nas propostas. Falou coisas como "precisamos melhorar a educação". Juro por Deus. Daí que meu medo mesmo é o crescimento do Kassab. E só.
Uma vereadora do PV abriu o programa com essa: Sou mãe de homossexual. Tipo a primeira frase. Eu nunca imaginei que credenciasse alguém. Vou falar pra minha mãe por no currículo dela.
Eu não gostei do filme do Batman. Achei bastante ruim pra ser sincera. E a atuação do Heath Ledger é lamentável. Uma coisa que eu gosto de super heróis em geral, e do Batman em particular, é o total descolamento do cristianismo. Os heróis combatem o mal sem nenhum compromisso moral com os ditos valores ocidentais. Não há papagaiada sobre mais democracia ou eliminação da pobreza. Em alguns filmes, o embate moral fica restrito, inclusive, à vilania. No meu favorito, Hera Venenosa é uma vilã com motivações exclusivamente universais (salvar as plantas etc). E combate com Mr. Freeze, cujas motivações são exclusivamente individuais (vingar a morte da esposa etc). A Hera Venenosa defende uma coletividade (das plantas) tanto quanto Batman (Gotham). E o Freeze só quer vingança. Eu não me lembro do final. Mas acho que a Hera é destruída pelas plantas que ela tanto defende. Um ícone contemporâneo. Ela nos lembra um pouco Brigitte Bardot. E a excentricidade que ainda é lutar por algo que não seja especificamente humano. Então os vilões do filme sempre tem um apelo muito forte. Porque eles vão num limite de algo que a gente compreende. Impondo o excêntrico da existência na porrada (Freeze, Coringa). Sou freak, acostume-se com isso. Ou compartilhando a existência com não-humanos (Hera, Pinguim). Tem sempre a questão da vingança dos nerds no primeiro caso (maravilhosamente encenada pela Mulher-Gato, inclusive). Ou do desprezo pela sociedade humana no segundo. Então o Coringa do Ledger não funciona de jeito nenhum. Porque ele é apenas um psicopata na primeira metade do filme. Não é freak. É apenas perturbado. Depois da cena do hospital é que melhora um pouco. Bastante, eu diria. Quando ele aparece vestido de enfermeira, me deu um ufa. Mas não apagou o resto. Principalmente a cena em que ele está na delegacia. E o interrogatório e tal. Eu detestei PROFUNDAMENTE aquilo tudo. O Batman não consegue nada também. E os bandidos coorporativos são extremamente mal explicados. A trama fica confusa. Tem um chinês na história que poderia nem existir. Mas eu não me importo muito com roteiro ruim. O caso é o Batman. Ele fica absolutamente encantado com o promotor. O herói sem máscara. E prefere salvá-lo em detrimento da mocinha. Veja bem. O amor do Batman MORRE porque ele deixou. Preferiu o promotor. Que passa por uma transformação estapafúrdia. E o filme, que é ruim, torna-se constrangedor. O caso é que a crise existencial do Batman por deixar a moça morrer é nenhuma. Ele continua atrás de salvar o promotor. O Batman é meio viado, você pode dizer. Ok. Ele é. Mas nem tem essa vibe no filme. Fica a impressão de uma crise existencial mal explorada. Me substitua, promotor, porque eu não aguento mais etc. Enfim. Sobre a mocinha. Sabe a maior. Esqueci a cara dela. Juro por Deus. Não lembro nem a fuça. Pra piorar tudo. O Comissário Gordon é humanizado. Argh. Mostram mulher, filho etc.
Ah é. É a Maggie Gyllenhaal, a mocinha. Nossa. Veja bem. Que filme ruim. Mil vezes a Katie Holmes. MIL.
O Coringa ainda é Jack Nicholson. Mas não chegou nem a ameaçar. Nem de leve.
Uns alunos do jornalismo querem me entrevistar. Porque eles estão fazendo um caderno especial. Eu não entendi direito sobre o que é. Mas eles querem que eu dê uma entrevista explicando (sic) porque as pessoas gostam tanto de acompanhar a cobertura de crimes contra crianças. Tipo Isabela e João Hélio. Eu não sei porque as pessoas acompanham esses crimes. E eu falei isso pras duas alunas que vieram marcar a entrevista. Mas elas nem ligaram. Posso mandar por escrito? Não posso. Daí que eu tô pensando, né? Porque a entrevista é hoje às 7 e meia. Eu vivo ajudando os alunos do jornalismo com essas coisas. E é tão engraçado o jeito deles. Porque eles querem fazer o tal caderno/reportagem. Não querem saber mesmo porque as pessoas acompanham os crimes. Eles precisam de um ponto de vista sócio-cultural. Eu sou "especialista". Pronto. Agradeço demais ter largado a faculdade de jornalismo pra fazer ciências sociais. Demais mesmo. A minha explicação privada pra isso, entretanto, é mais de ordem filosófica e psicanalítica. Não dou conta de pensar uma explicação sociológica. Se alguém tiver alguma, gostaria de saber. Ajudaria demais etc.
Claro que eu não sou louca da cabeça e festejo
bastante a derrota do Brasil. Ainda mais pra
Argentina. Ainda mais que ajuda o projeto. Eu fico
contente que o Dunga vai, enfim, ser demitido. Animo com essas
coisas. Mas. Porém. Entretanto. Nada vai adiantar. Não importa quem será
o novo técnico. Não importa quem serão os convocados. Torcer pro futebol
brasileiro não é pra mim. Não nessa encarnação.
Sonhei, claro, que eu era da seleção feminina de vôlei. A técnica do time era a coordendora de atividades complementares, com que eu tenho conversado muito, por conta do quadro vivo. No sonho, eu discutia as coisas do quadro vivo com ela, que ia me mostrando tudo na prancheta. Tô morta de sono. Achei interessante o meu inconsciente misturar essas duas coisas. O quadro vivo é terça-feira que vem. Então eu deveria estar pensando só nele. Mas não estou. Porque estou pensando em outra coisa. Fiquei lendo de madrugada as análises a respeito da seleção. Nenhuma deu conta da minha aflição. Nada me interessa MENOS do que o destino do Ronaldinho Gaúcho e cia. NADA. Até Rodrigo Pessoa me interessa mais.
Em querendo me encher o saco. É só fazer o que o Zé Roberto fez. Tirar a Mari pra colocar a Jaqueline. Eu vi ms. Steinbrecher tentar não se importar. Eu vi que ela se levantava pra ouvir quando o técnico pedia tempo. Mas eu vi também ela passar reto e não mandar beijo pra ninguém. Quando, tradicionalmente, o time faz aquela papagaiada, no final dos jogos que vence. Então eu verei algo que eu já vi. Marianne irritada no jogo contra a Rússia. E isso eu não mereço ver de novo.
Vai tomar no cu, Zé Roberto.
E me desculpe todo mundo. Carol Gatazz e Marcos Freitas. Que falam do fundo de quadra e da recepção. O problema da seleção é de ataque.
O Marcos Freitas explicou, que foi instabilidade na recepção. Eu vi a seleção feminina de vôlei fazer o PIOR set nos jogos olimpícos. Ninguém mérece, hein?
Menos, né? O Japão não dá conta de defender saque. E a Mari ficou no bloqueio duas vezes. Tenho medo. Noto que é bem nessas que ela fica nervosa. Quando bloqueiam ela. Poderiam parar, então? Obrigada.
Eu cheguei em casa na hora do almoço. Bem a tempo de ver a
Isinbayeva falar algumas palavras em português pro moço da
Sportv. Ela disse "como están?" e tal. Daí o narrador
contou que a Fabiana Murer era a amiga da
Isinbayeva e que tinha ensinado português pra ela. Daí capotei. E
acordei já tava anoitecendo e corri pro trabalho, quase atrasada. Daí abro a
Uol. E vejo o que se sucedeu. A imprensa brasileira COMO UM
TODO passou o dia aporrinhando a Isinbayeva a respeito
da vara da Fernanda Murer. Ela deu declarações geniais. Tipo
que a Murer ganharia mesmo e que emprestaria o equipamento a
ela. Enfim. Entrou na nossa onda. Tudo que a gente queria, né?
Só falta a Yelena não chegar a 5m. Aí eu me rasgo mesmo.
Melhor dia dos jogos essa manhã, hein? A uol diz "acompanhe
aqui". E eu tô com umas duzentas janelas abertas. E minha chefe quer que eu
prepare as aulas de DP e Adaptação. Dei um
Vamos celebrar a medalha de bronze na vela. Primeiro porque é bom para o projeto. Segundo. Vai que. Tem um simbólico feminista nessa. Quem vai saber quando. As mulheres, afinal, puderam velejar Brasil afora. Além de que. Senti uma vibe tão casal gay nessa chamada da Uol. Tomara. Aí eu realmente torço demais. Por que? Sei lá. Simplesmente adoro.
E essa Isabel, hein? Altíssimos gata.
"Esse é o resultado de um trabalho de quatro anos, em que as meninas evoluíram muito", afirmou o técnico Paulo Ribeiro, que trabalha com a dupla desde 2005. Eu tô bem esperta em relação às declarações. E acho que o negócio mesmo é trabalhar 4 anos. Nem três, nem dois. Quatro é que é o negócio.
xris. sheilla (L) Mary W. totalmente (L) com ela tb vc note, terumi, q ela q organizou tudo ontem xris. nossa, ela é super assim mesmo de organizar e chamar jogo Mary W. é. mas ela nao é de chamar jogo tipo a paula pequeno. ela tem uma certa serenidade xris. a paula só chama jogo no grito se ela jogasse na epoca daquela briga da cuba, ela teria perdido os dentes todos Mary W. teria mesmo quem sabe ela nao toma uma da mireya agora na final xris. alguem ainda vai faze-la engolir aquela faixa branca
O Logan, que comenta no blog
da Chevrant (e que eu tô achando um dos melhores comentaristas de
vôlei do Brasil), fala algumas coisas interessantes sobre a crise
Sheilla/Mari apontada pela xris:
BRASIL 3 X 0 ITÁLIA - MARI (nota 6) olha, todo mundo
sabe que eu sou fã da Mari, mas não vamos ser cegos aqui. Ela fez uma boa
partida no bloque na defesa e na recepção. No ataque foi apagada, tomou bloque,
e é verdade que a Itália defendeu demais... mas eu vi a Mari se
destemperando dentro de quadra. Irritada, provavelmente, com ela
mesma. Vi Mari discutindo com Sheilla de novo em quadra e até um desabafo
no terceiro set (até que enfim fiz um ponto) depois de uma bola de cheque,
quando Walewska a abraçou. Alguém precisa chegar nela e pedir pra ter calma.
Hoje, por essa, acho que cabia uma saída para tomar uma água e
respirar...........
SHEILLA (nota 8) teve um percentual baixo no ataque,
mas, de novo, foi muito graças ao excelente desempenho italiano na defesa. A
Sheilla tb foi a bombeira da "quase-surtando-Mari".............
Olha. É assim que eu vejo a coisa toda. A Mari
parece ter mesmo uma certa instabilidade emocional. Que foi fatal em
Atenas e que agora parece estar super bem trabalhada. Eu noto
que o time todo "cuida" dela. Que é a jogadora mais completa do mundo, vamos
combinar. Eu não achei que ela e a
Sheilla estão estremecidas ontem. Pelo contrário, achei que a
Mari demonstrou auto-conhecimento. Quando ela começou a perder
ataque, já sacou. Que ia ficar tensa. Todo jogo eu noto que a Paula
Pequeno fala umas coisas pra ela. E ela nem tchuns. Ontem ela
até respondeu. E a Sheilla meio que entende a dinâmica da
Mari. Por isso que fica meio em volta e depois afasta. O time
já sabe como ela é. Isso que eu acho. E acho mais. Acho que é o grande
traço da personalidade. Que é por isso que nós a amamos etc.
Porque centenas de medalhas são distribuídas mas eu, na
verdade, só me importo com uma. Porque eu pensei que a gente estava com
um time super competitivo mas ele é hours concours. Porque eu nunca
tinha visto voleibol ser jogado assim, na defesa. E eu nem tenho mais
medo de contra-ataque. Porque eu não consigo me decidir a respeito de qual a
melhor jogadora em quadra. Porque eu não me conformo com o marido da
Paula Pequeno. Porque o time erra bastante mas não se
descontrola nunca. Eu já vi um time tão bom assim. Cuba.
No século passado. Fecha tudo aí, Comitê Olímpico. E dá logo a nossa medalha.
Eu estou com um pouco de medo do jogo de hoje. Mas louca
pra ver. A Agüero, claro. E a tal da
Francesca-mais-linda-do-mundo. Fiquei vendo natação. E agora
podemos comemorar. Acabou essa chatice que ocupava todos os canais de TV
ao mesmo tempo. Tento ver ciclismo. Mas aí não dá. Acho a
chinesa do vôlei
de praia altos gata. Fiquei vendo o jogo dela. Dei uma olhada em
jogo de pingue-pongue. E agora tô aqui. Não sei se chochilo por
uma hora. Se fico direto. Vai ser dark side hoje. A ginástica
começa às 7 horas. Ninguém mérece. Ainda falando das qualidades da
Fabiana Murer. Ela disse ufa quando soube que a final
seria à tarde. Porque detesta acordar cedo.
A bizarrice do judô não é nada
comparada à luta livre. Fico com dor de cabeça só de
assistir.
Ah. Eu vi a Ana Paula e a
Larissa perderem pras americanas. Sem chance foi o jogo. Eu
abandonaria, se estivesse jogando. Desanima esse negócio do time defender todas
as bolas.
E é pra me justificar que eu digo isso. Porque eu nem comemorei (sic) medalha de nenhum judoca nem nada. E eu li em todo lugar que a Ketleyn Quadros foi a primeira atleta brasileira a conseguir medalha individual. Que nenhuma tinha conseguido. Eu fico perdida com essas informações. Até Maria Esther Bueno eu pensei que tinha medalha. E eu achava que a Edinanci tinha pencas de medalhas de bronze. Com o meu habitual e invejável conhecimento de judô, pensava que ela era a tal. Daí algumas coisas foram mudando. E um artigo, na Folha de ontem. Do sr. Pedro Abramovay. Diz ele, sobre a medalha da Ketleyn:
A alegria desta medalha para o Brasil não pode nos impedir de ver o enorme caráter simbólico que possui esta vitória. A prática do judô no Brasil, introduzida pelos imigrantes japoneses, foi proibida às mulheres pelo decreto-lei nº 3.199, de 1941. Dizia o artigo 54 do texto legal: "Às mulheres não se permitirá a prática de desportos incompatíveis com as condições de sua natureza, devendo para este efeito o Conselho Nacional de Desportos baixar as necessárias instruções às entidades de natureza esportiva." O conteúdo sexista deste decreto-lei expressa de maneira clara a visão que o Estado brasileiro tinha da "natureza" da mulher. Qualquer prática que expusesse uma imagem de mulher que não simbolizasse beleza, fragilidade ou obediência era um verdadeiro atentado à família e subverteria a ordem social instituída. Se o ano de 1941 parece distante, é importante saber que a proibição foi mantida por muitas décadas. E sua liberação não se deu de maneira consentida. Foi necessário que quatro judocas -Patrícia Maria de Carvalho e Silva, Ana Maria de Carvalho e Silva, Cristina Maria de Carvalho e Silva e Kasue Ueda- se inscrevessem com nomes de homens no Conselho Nacional dos Desportos (CND) para participarem do Sul-Americano de judô de 1979. A participação brilhante das atletas, trazendo duas medalhas de ouro e uma de bronze, conseguiu sensibilizar a sociedade brasileira e, em lugar da punição que o CND pretendia impor à federação de judô, a proibição foi revogada. Desta forma, em 1980 foi realizado o primeiro campeonato brasileiro feminino da modalidade, no Rio de Janeiro. O esporte, conforme nos ensinam sociólogos como Pierre Bourdieu, tem sido um espaço de perpetuação de distinções e reafirmação de dominações na sociedade. A conquista de uma medalha por uma mulher negra, em um esporte cuja prática feminina era proibida, deve ser celebrada como símbolo da emancipação feminina sobre as violências da sociedade patriarcal brasileira.
Eu nem fazia idéia de tudo isso. Fiquei profundamente emocionada de tomar conhecimento. Imagina. PROIBIDO para mulheres até 1979. Eu já tinha 6 anos. Meu irmão fez judô. Se eu quisesse acompanhá-lo, não podia. Porque era PROIBIDO. Super celebro, tardia e envergonhadamente, a medalha, então. Que é feminista e eu nem sabia. E merece toda a minha louvação. Junto com as 4 que se inscreveram com nomes de homens no tal torneio citado pelo Abramovay. Uma coisa que sempre me emociona nessa história. Da construção da cidadania pelas mulheres. Essas atitudes desafiadoras e tal. Tipo os pequenos tijolos mesmo. Que foram sendo colocados em todos os lugares etc.