Eu não sou assim. Uma grande patriota. Por isso que essa medalha do menino, eu acho legal. Mas só também. Esse Cielo não tem potencial de ocupar nem um terreno baldio no meu planeta. Um moleque bobo que nada rápido. Então não ligo. Depois, quando a tv começa a contar toda uma história de tristeza, me apego. No caso de Gustavo Borges, por exemplo. Nada, nada não tinha. Carisma. Não tinha. Beleza. Não tinha. Polêmica. Não tinha. Tristeza. Não tinha. Nunca consegui estabelecer um fio sequer de simpatia por ele. Na maioria das vezes eu até esqueço que ele foi/é um atleta de destaque no Brasil. Acontece o tempo todo comigo isso. Tipo o Kaká. Jamais torcerei pra ele ser artilheiro de uma Copa, por exemplo. Tem uns 20 que eu prefiro. Gringos inclusos. Claro que a maioria dos meus atletas favoritos são brasileiros. Mas é porque são os que eu conheço. Mas aí essa tal de Fabiana Murer. Que tão falando que tem chance de pódio com a Yelena. Ela é algo. Primeira coisa que eu acho uau e que ela faz. Salta de óculos escuros. Eu acho mega descolado isso. Depois, ela fez *a* confiante. Ignorou os primeiros saltos e tentou direto 4.40m. E não errou. Acho fundamental. Se você esnoba as outras alturas, tem que passar flanando na que escolheu. O noticiário tá explicando mas tá abrindo com uma manchete mentirosa. Que ela fez o segundo melhor tempo. Não é verdade isso. 4.50m foi a altura que garantiu qualificaçao pra final. Quem fez, parou. Inclusive a brasileira. Que parece saltar muito, anyway. E tem todo potencial pra ocupar um bairro no meu planeta.
Maradona chegou em Pequim. O que eu posso fazer? Mandar beijos. Para o melhor jogador de futebol que eu vi jogar. Talvez meu jogador favorito de todos os tempos etc.
E aí, sorte suprema, meninas estavam saltando com vara no Sportv. Eu nem pensei na Yelena Isinbayev. Nunca imaginei, né? Que ela participasse de qualificação. Mas o locutor avisou. Que ela estava tirando um cochilo. Robson Caetano informou. Que ela sempre faz isso. Porque as outras começam a saltar em 4m e ela só entra em cena a partir de 4.6m. Daí ela levantou e ficou circulando. De agasalho e bonezinho, tampando o rosto. Eu achei blasé. Porque todo mundo sabe. Que quando ela tira o boné. Sai de baixo. Não há atletas lindas como ela assim. Dando sopa nessa galáxia.
Simpática pero supestar, não pegou fila. Depois que todas saltaram, ela tirou o agasalho. Preparou o equipamento. Demorou passando esse negócio na mão. E saltou.
E comemorou.
E arrumou as coisas. E já ia embora. Quando foi entrevistada. Mas eu acabei não vendo. Porque vim pro quarto depois que ela guardou a vara. E o repórter disse a ela que as outras atletas estavam competindo pela prata e pelo bronze. E me disseram que ela riu, fazendo jeito de sem graça. E disse que não ia comentar. Da parte que me toca, eu gostaria que ela batesse o recorde mundial. Só pra ver milhares de reportagem e descobrir. O que ela come no café-da-manhã.
A primeira, afegã, só vi por foto. A segunda, do Djibouti, assisti correr. Chegou em último lugar. Calor de matar. Manga comprida. Eu não queria aceitar véu. Apenas tolerar. Difícil demais, pra mim. Claro, não pretendo deixar de tentar.
E o Der Spiegel que publicou a melhor foto do César Cielo. Eu já tava desencanando das fotos deles. E panz. Aparecem com essa. O Yahoo publicou mais foto dele que do Pheelps nessa madrugada. Por conta do auê, imagino. Delegação invadindo. Um homem grisalho, que parecia ser de Comitê Olímpico entrou com um celular. O moço da ESPN disse que devia ser importante, pro cara ir até o Cielo com o telefone. Eu imaginei se não seria o presidente Lula. Foi um choreiro. Cínica, eu cheguei a pensar que ele forçou o choro porque não sabia cantar o hino. Depois aderi e até chorei também. Com aquele papo de que quando eu era pequeno queria ser um campeão olímpico e agora eu sou. Deu, né? Sou tão suscetível a papagaiada. Quando começa a entrevistar avó, entretanto, me encho. E mudo de canal. Porque. Além do mais. Ela, a qualquer momento, ia saltar. Fiquei esperando Yelena Isinbayev. Claro, não me desapontei.
Alguém me diz que acabou o Cubo D'Água. Não, né? Falta a oitava marmita do chato de galocha.
Só tenho ouvido falar mal da Fernanda Venturini ultimamente. No blog, ela comenta mais da seleção masculina. E hoje, falando da derrota do Brasil para a Rússia, saiu com essa:
A Rússia, com a equipe bem mudada, conseguiu virar o placar jogando no estilo saque, ataque, bloqueio.
Que outro estilo que tem? Ou melhor. É estilo isso? Ou é definição de vôlei?
Sinceramente. Torço demais para que o vôlei masculino traga um bronze pra gente. Nem ligo mesmo.
Acabei que nem tonta torcendo loucamente pra Shawn Johnson. A gente simplesmente simpatiza com um pessoal. E eu curto demais algumas características. Tipo ela ser dentuça e tals. Ela me impressiona demais na trave também. E a outra, que ganhou o ouro, me impressiona demais nas paralelas. A Jade, achei genial. Ela tentar aquele salto 6.5. Ousadia é um lance que mexe com a gente. Por conta dessa, mal vi o vôlei. Mas também. Casaquistão, né? Bom pra gente ver que a superioridade é palpável mas. Se bobear, fecha o tempo. Vide o terceiro set etc.
Assisti o handball. Duda. Ótima passadora. Hé. Vi um pouco de salto ornamental. Bastante atletismo e, claro, judô. Tô meio viciada em judô. Quando vejo, tô lá. Hoje o comentarista falou assim:
O João Gabriel tá melhor na luta, agarrando melhor o quimono.
Hahahahahhahaha. Eu morro de rir com judô, essa que é a verdade.
Eu nem vi nada de Olimpíada hoje. Primeiro porque rolou uma briga de família e aí eu fiquei sem jeito de me plantar na sala de TV. Daí dormi, né? Acordei e acabei fazendo as pazes com todo mundo. Mesmo porque hoje tem vôlei feminino. E eu não conheço as gambiarras pra assistir pela internet. O caso, entretanto, que me deixou uau foi o sueco. Que se comportou como um italiano*. Sem educação, jogou a medalha de bronze no chão. Perdida na tradução, a chinesa nem sabe o que fazer. Eu queria falar sobre isso. Mas não precisa. O melhor blog sobre Pequim 2008, já falou. Além de uma cobertura otimista, é impossível não aderir à campanha do medalhista. 10 bronzes para o Brasil. Eu super apóio.
*O lado da minha avó materna é todo italiano. O que eu mais conheço é ceninha explosiva. Só barulho. Esse sueco deve estar chorando de vergonha agora. Vai vir a público, pedir desculpa pra todo mundo e ainda beijar o juiz.
Veja bem. Expulsos. Sem salário. Sem emprego. A gente imagina uma cena dantesca. Tipo nazista embarcando judeu naqueles trens da morte. E o artigo do cara:
Para reduzir a poluição do ar, metade dos 3,3 milhões de automóveis de Pequim foi tirada das ruas entre 20 de julho e 20 de setembro. Muitas fábricas poluidoras foram fechadas, não apenas em Pequim mas também nas cinco províncias vizinhas.
Isso significa que a maioria dos operários, que fizeram uma contribuição grande para a construção das instalações esportivas da Olimpíada, foi obrigada a deixar a capital por pelo menos dois meses, recebendo pouco ou nenhum pagamento durante esse período.
Como parte de uma campanha pela segurança alimentar durante os Jogos, o governo também fechou restaurantes de Pequim que não satisfazem os critérios sanitários básicos.
Apesar de tudo isso, a maioria das pessoas com quem conversei aqui em Pequim sente orgulho da Olimpíada. Para a maioria dos moradores da cidade, os Jogos serão o melhor palco para mostrar ao mundo a prosperidade da China.
Claro que não deve ter sido o cara. Embora da Universidade de Chicago. Não deve ter sido ele. Coisa da FSP. Esse título alarmista. E a o subtítulo mentiroso.
Assim pergunto: será que a decadência moral do homem ocidental hoje não é conseqüência da decadência de uma democracia burguesa, democracia essa que nunca existiu? (Elias Jabbour)
O que me incomoda nas críticas à China, claro, é o etnocentrismo véio de guerra. Uma vontade que os chineses sejam de uma forma que eles não são. Agravada por um outro desejo. De que o comunismo não seja mesmo uma boa coisa. Esse desejo é bastante conhecido nosso. Que nunca fomos comunistas. Funciona como um atenuante. Aqui não é bom, mas olha só como eles ficaram. E daí começa uma série de caricaturas. Cujo eixo é justificar nossas mazelas. Os EUA tem um papel fundamental nisso. Porque eles são o cacique da nossa tribo. Mas há sempre o medo. De que estejamos seguindo o cacique errado. Então na diminuição do modelo chinês, temos um alento pra nossa "escolha". Eu tenho sentido isso fortemente aqui, no Brasil. E um pouco no resto do mundo. Embora visite sites de outros países apenas atrás de foto mesmo. Acabo trombando com manchetes estranhas. Eu vi uma no Der Spiegel esses dias que me deixou puta. Mas eu realmente não tô conseguindo me lembrar. Anteontem terminou a ginástica e eu vi mais algumas coisas. Depois fui no Yahoo ver a galeria. Como os EUA estavam na disputa, eu sabia que tinha muita coisa. Salvei um monte de foto linda. E chamei minha mãe (que adora e blá). Porque tem fotos das chinesas chorando, se abraçando e comemorando super felizes. Eu mostrei pra minha mãe porque ela tinha tocado, ainda que de leve, num ponto. Que a estava deixando apreensiva. O que será que vai acontecer com essas meninas, se elas perderem a medalha de ouro?, ela perguntou durante a prova. De leve, mas perguntou. Por conta de todo esse auê a respeito do autoritarismo. Criou-se uma representação social muito forte em torno da reação estatal diante de fracassos esportivos. É mais do que caricatura. É um folclore. Nele habitam seres mascarados e de chicote na mão. Claro que existe uma enorme pressão. Muito dinheiro é gasto etc. Atletas têm uma vida de devoção e sacerdócio. Mas eu quero saber das corporações. O que a Nike da vez fará com a prata das americanas? Vai baixar patrocínio? A tal da Alicia Sacramonte que levou o tombo? Vai pagar multa? Será que renovam com ela? Mas ninguém tem medo das corporações. As pessoas têm medo do Estado. Não é coincidência, acho eu, que o grande vilão liberal seja o Estado. E a China mostra esse Estado fazendo capitalismo e dando certo. Só isso. Como capitalismo não é grande coisa, não tem grande coisa dando certo na China. Só capitalismo mesmo. E aí aparece a crítica de que o capitalismo chinês não resolve as desigualdade. E eu digo. O mercado AMPLIA as velhas desigualdades e CRIA novas. É da natureza do mercado isso. O que eu acredito é que um Estado forte consegue atenuar isso de forma significativa. Eu prefiro Estado que Mercado para administrar o mundo. E acho interessante podermos observar a solução chinesa. E é o que incomoda todo mundo. E aí fico mais irritada ainda. Porque eles fingem que é a antiga Chinaque os incomoda. Mas é mentira. É a nova. Com capitalismo e Estado forte. Bem. Estado forte pressupõe, né? Um grau de controle na vida da pessoa. Tem gente que repudia. Eu não me importo. E volto pras Nikes. O Estado brasileiro controla minha vida? Não. Quem controla a minha vida é o Santander Banespa. Que o gerente fofo me ligou e disse Mary, seu salário subiu, você nem avisou e eu quero pedir tais cartões pra você e aumentar o seu limite. Ele queria que eu levasse um holerite pra ele poder aumentar minha capacidade de endividamento a níveis estratosféricos. Ele me oferece coisas como se fosse um privilégio. Dentro do banco, banners e foldes informam que o banco só está interessado no meu bem-estar. O Santander cuida de mim. Escrava do Santander. Que sabe tudo da minha vida. Que ligou em casa pra saber se eu estava no Panamá. Porque tinham feito um saque etc. Se eu matar um cara, não posso fugir com Visa. É extremamente cansativo falar e falar sobre isso. Aquela coisa do concreto. Quando roubam meu celular, fico puta. Quando desviam o imposto que eu paguei, não noto. Eu aprendi na escola que quando estamos inseridos em estruturas ideológicas, é difícil percebê-las. Aprendi também que no capitalismo essas estruturas têm que ser muito sofisticadas porque a base dela é o individualismo. Então o indivíduo precisa. Se achar único, livre, crítico. Você vende mais pras pessoas que se consideram livres. Então é preciso fazê-las considerarem-se. Ocidentalização virou sinônimo disso então. Para mim. Introjetar individualismo em indivíduos. Ocidentalizar o Iraque, o que é? É deixar por lá um monte de menino pintando cabelo de azul pra ser diferente dos demais. A ocidentalização do Japão é nossa contemporânea. Lost in Translation, uma amiga me explicou, é genial por isso. Quando a Coppollinha mostra Tóquio ocidentalizada, assusta. Mais ocidentais que o Ocidente. O exagero de Tóquio permite que a gente veja os nossos exageros. Do modelo, eu quero dizer. E o Japão não é comunista. E não é tão grande. Não tem uma cultura tão bizarra. E eu me lembro do mundo com medo do Japão. Teses sobre o modelo japonês. Até hoje vem notícia do front. Da linha de montagem japonesa. De como lá trabalha-se sem parar etc. O inferno na Terra. E eu conheço pessoas que trabalharam lá. E elas relatam com tranquilidade. Gente que gostou, gente que não gostou. Gente que voltou, gente que não voltou. Mas houve o momento da construção. Do trabalho em ritmo insano ainda bem que aqui não é assim. Essa perspectiva que eu gosto de ter mantida, sempre. Por isso o pé da chinesa aí eu considero fundamental. Porque na minha cultura mutila-se o estômago das pessoas. Seios são inflados. Apenas com justificativa estética. E eu tento comparar aquilo que por definição é incomparável. O que é pior? Atrofiar um pé ou grampear um estômago? E a verdade é que racionalmente me parece que seria grampear o estômago. Mas, emocionalmente, o pé atrofiado me causa mais repulsa. Eu aprendi na escola também. Que há uma dimensão emocional muito forte na cultura. Vide Naciremaforever. O interessante disso é que a China está perdida na tradução. Eu não sei como o Japão está hoje. Mas li uns livros japoneses de literatura recentemente. E fiquei pensando que eles, agora, até que estão traduzindo bem. Mas a China não está. E isso é comovente, engraçado, patético e, às vezes, até fofo. Os maiores erros chineses na Olimpíada de Pequim, por exemplo. Foram as tentativas de agradar o Ocidente. Pegam uma menina mais bonita pra cantar porque é isso que eles vêem por aqui. Uma excessiva preocupação com a beleza. Que é toda fake. E quanto mais fake, mais valiosa. Então, de acordo com aquilo que eles acham que a gente acha. Uma menina bonita no playback não tem a menor importância. Num mundo que constrói High School Music, não deve ser errado. Pelo contrário. Provalmente é o CERTO. Essa impressão que me dá. Impressão com credibilidade zero já que nem sei nada de cultura chinesa. O que eu quero dizer. É que perdida na tradução do Ocidente, a China nos questiona. Do jeito mais eficaz. Que é com ingenuidade. Então o ar de Pequim está ruim para a Olimpída. Os chineses nem escondem. Fecham fábricas por dois meses. É como se eles dissessem ah, entendi, o mundo é ruim mas a festa tem que ser boa. Como o Estado é forte, as decisões são tomadas com uma transparência absurda. Tal coisa o Ocidente não gosta? Vamos providenciar para que ele então não veja. E eu noto que as pessoas não estão tentando se reconhecer nisso. Porque toda vez que a China faz algo para impressionar os ocidentais, ela está escancarando, né? O que pensa da gente. Enfim. Sobre liberdade de expressão e FREE TIBET acho que já falei muito. Mas cabe nessa lógica também.
Extrema-esquerda. Mas estou viciada nas colunas. E adorei a entrevista.
A cerimônia de abertura foi dirigida por Zhang Yimou. Que fez Lanternas Vermelhas e Amor e Sedução. Vi os dois. Só. Depois não vi mais nenhum. Mas são dois dos filmes mais sensíveis que eu já vi na minha vida. Inteira. Então, quando a Ju fala em crueldade na substituição da menina, não posso concordar. Me parece mesmo que é perda de tradução. É assim que fazem lá, vamos fazer aqui. Sem atentar para a nossa sutileza em relação a essas coisas. Tipo o processo é sutil e delicado. Mas é nosso, esse processo.
Eu cochilei no fim do terceiro set. Porque eu resolvi
ficar direto pra ver a ginástica. Eu ontem entendi tudo, tudo. Porque eu tava
pensando pff, a Rússia não jogou nada e essas coisas. E ontem não foi
uma barbada, o jogo. E a Carol Gatazz ficava dizendo que as
meninas estão muito concentradas. Daí eu entendi. Notei. Que o jogo não
tava fácil. É que a gente tá jogando muito mesmo. Então nem é um passeio
nem nada. Só que nosso time é tão perfeito que não deixa um outro
pontuar. A Mari não começou bem. E depois porrada total. A
Paula Pequeno é tudo mesmo. A Fofão é algo. A
Sheila jogou demais. Ninguém fala muito da
Fabiana. Mas eu amo. Não vejo ela perder ponto. A
Walewska. Eu escuto o pessoal falando dela. E sempre falam
"a Wal". Não vejo condição nenhuma de ficar sem a medalha de ouro
Voltou o papo agora. Que Cuba isso, Cuba aquilo.
Na boa. Cuba tava super ruim. Faltava. Mas FARTAVA mesmo o time estar
bombando.
Existem alguns tipos clássicos de sistemas de defesa, e
estou estudando o q a "Jenny" (sic) L. Ping qer q seu time use: pelo quadrado
(CUB e SER), pela q sobra do blq ou pela correspondente (JAP e POL), ou a
combinacao deles variando de caso a caso (BRA q o Zé nao conseguia fazer d.
Venturini obedecer NUNCA). L. Ping tem variado de acordo c/ a atacante
adversária ... e entrado pelo cano. Ora a atleta passa do ponto de defesa, ora
fica longe dele e nao tem tempo prá reagir - o q me faz tmbm crer q a prep.
física dos USA nao tá lá essa bola toda).
E aí as TVs confinam a ginástica num quadradinho e no outro passam o Pheelps ganhando medalha. Se eu mandasse um pouco no mundo, mandava esse chato pra casa com as tais oito medalhas. Nem precisa competir. Vaza logo, mala sem-arça. Ok. Volta o mundo pro lugar de onde não deveria ter saído: traves e paralelas. E aí quadradinho de novo. Pra luta de judô. Eu falei pra minha mãe a respeito da teoria que eu tenho. Que o quimono só atrapalha e que metade da luta é gasta arrumando a roupa. E ela discordou. Me explicou que agarrar o quimono é parte da luta. Tipo um golpe. Socorro pra esses esportes. Agora tá lá. A outra chatice do vôlei de praia. Com duas brasileiras a ponto de desandar. Mas a ginástica. Oh. A ginástica. Pra mim as meninas são como se fossem minhas parentes já. Tipo priminhas. Achei que a Daiane dos Santos teve nota baixa demais no solo. Ela é super boa. Minha irmã acha que ela não desce mais como antes por causa do joelho. Eu nem acho. A Jade tava super nervosa, toda hora. Só ficou firme depois que fez uma apresentação ruim de paralela e mesmo assim tirou nota alta. Ela tá se ligando que é elite da ginástica. A nota dela demora pra sair porque ela desbaratina as juradas. A Daniela Hypólito é super eficiente. E a Ethiene e a Ana Cláudia sentiram o tal peso da Olimpíada. Quanto a Laís, só posso repetir o Oleg. Tem que aquecer, fia. Daí ela diz que não aqueceu por medo de abrir a mão. Então tem que treinar com protetor. O que não pode é a equipe inteira ficar com pânico de parelala.
A China ganhar. AMEI. Quando americana caiu da trave, curti. Daí apareceram as chinesas e elas nem tavam comemorando. E a comentarista explicou. Que em competição a gente quer vencer porque fez o melhor e não porque o outro errou. E eu me senti a escória humana e aproveitei a lição de moral e de vida que ela deu. Tipo me fudi, né?
Todo mundo já se ligou que o Michael Pheelps gosta de fazer gracinha. Da parte que me toca, eu torço. Pra ele brincar de morder a medalha, engasgar e morrer ali. Em cima do pódio. Antes mesmo daquela histeria do revezamento dos 400m*, eu tinha lido que a piscina de Pequim foi construída para que recordes fossem quebrados. Que tem água leve e profundidade não sei de que jeito. A melhor piscina do mundo para se quebrar recordes. Oi? Que esporte é esse onde sobrancelha, maiô e piscina baixam recordes? A bola nova do vôlei também me enche. A bola é ruim pra cortada da fulana. A bola é boa pro saque da sicrana. Sinceramente, não sei onde querem chegar com isso tudo. Minha cabecinha de socióloga não consegue acompanhar essas marketadas.
*Não assisti a prova. Não assistirei. Levanto do sofá quando a tv ameaça reprisar.
Que merda a China perder pra Espanha no basquete.
Que legal a China ganhar ouro na ginástica masculina.
Nesta madruga durante a transmissão do jogo dos
brasileiros Márcio/Fábio Luiz a Jacke Silva soltou esta:......."Ele bloqueia a
bola, mas deveria bloquear a direção da bola".....................Esta eu vou
demorar até Londres pra entender o que ela quis dizer.(João)
O War funciona assim. Com três cartas, pode ser que o adversário troque. Com cinco cartas, ele é OBRIGADO a trocar. Então, numa situação dessas. Se você é o Brasil e quer invadir a Argélia, é importante se assegurar disso. Que o argelino tenha apenas duas cartas. Sem possibilidade de trocar. Você invade a Argélia e lá se fixa. Tomando a África e fazendo chover. Se você, entretando, arriscar. E o argelino tiver troca, já era. Ele devolve seu ataque. Senta a bunda no Brasil e na próxima rodada pega a América do Sul. Por isso que no War, América do Sul e África se respeitam. E ficam o jogo todo fortalecendo a fronteira sem nem esboçar ataque. Um dos meus momentos favoritos do jogo, inclusive, é quando rola o ataque. Mesmo que eu não esteja envolvida. Gosto de ver. O que eu quero dizer com isso é que a Georgia protagonizou uma das maiores idiotices bélicas dos últimos tempos. Porque era óbvio que a Rússia tinha troca. O presidente georgiano agora alega que se a Rússia reagiu tão rapidamente é porque estava querendo. Pois é, né? O caso é. A Georgia achou que a OTAN ia intervir. Só que os EUA tem apenas duas cartas. Tão com guerra começada no mundo inteiro. Já gastaram o coringa. E embora ninguém tenha informação precisa a respeito da influência americana na decisão do presidente georgiano*, me parece que ele agiu à revelia. Tipo tentando forçar uma intervenção ocidental. Lascou-se, tudo indica. Ninguém tá querendo encrenca. E ver o Bush falando em democracia dá nojo. Ele não tem legitimidade alguma pra argumentar nada. Anyway, faltou pro governo georgiano jogar War. E se esse jogo faz algum sentido, a Rússia vai sim anexar a Georgia. Diz que tem 9 mil soldados por lá já. Uma troca dessa, tem que espalhar.
O Sarkozy ir pra Moscou resolver o conflito não poderia ser mais simbólico. A França é um NOTÓRIO freguês da Rússia em guerras.
Eu ia escrever a respeito do Kosovo também. Porque na época, houve um debate na minha faculdade sobre isso. Com um professor americano, um professor inglês. Eles falaram sobre o gigante ferido (ex-URSS) e o americano falou sobre uma tendência inclusive acadêmica de desconsiderar a influência russa nas ex-repúblicas. Contou que quando ele fazia a pós em ciência política, tinha departamento só de geopolítica soviética e tal. Enfim. Umas coisas que eu me lembro mais ou menos. Mas aquele cara da Ilustrada meio que falou sobre isso hoje. E eu tô super implicada com ele. Jamais pegaria a mesma linha.
*Que nem que a vaca tussa eu aprendo a escrever o nome.
Esse presidente da Georgia é um tonto. Os EUA, nessa guerra, tem risco de voltar pra casa com um míssil enfiado no rabo. Imagina a essa altura do campeonato, perder uma guerra pra Rússia. Mas ninguém no mundo arriscaria isso.
Não tô conseguindo me interessar por outra coisa não. Até estranho quando alguém puxa assunto comigo que não seja esse. Abolutamente viciada no blog da Danielle Chevrante. No blog e nos comentários.
E eu não entendo como num país tão grande, não exista uma mulher com mais habilidade no levantamento! Eu, se fosse a federação russa, naturalizaria alguma levantadora.(rafinha) leva a carol albuquerque, né xris?
O q as russas beberaqm no café da manha? E nao me venham c/ papo furado de "esconderam jogo", pois prá tal, tem q ter bola prá isso. E assim, ficou evidenciado q uns dos maiores problemas de Atenas foi ... Fernanda Panelini.(chineladas)
Na globo o Tande está boiando, ele e o Galvão juntos foram incapazes de diferenciar Godina de Sokolova e ainda chamaram a Irina de intérprete...(daniel)
Não tem muito o que falar do jogo de vôlei. Ninguém esperava. Eu acabei indo dormir tipo 1 da manhã. E coloquei o despertador pras 3 horas. Você sabe que é velha quando coloca despertador pra alguma coisa às 3 da manhã, ao invés de seguir direto. Cheguei na sala e tava minha mãe lá, sozinha. Assistindo. Me comunicou que o jogo tava fácil. E eu fiquei vendo. Ah, sei lá. A Rússia tava meio perdida. Batendo mão na antena e coisas assim. Daí que eu reluto em ficar excessivamente otimista. O moço da Sportv falou. Que é a melhor seleção da HISTÓRIA. A Ana Moser não se cansa de repetir no blog. Que esse é *o* momento. Xeretei a Virna comentando na Band. Mas tenho a impressão que ela torce contra. Ela que culpou a Mari em Atenas etc. Até onde me lembro. Enfim. As cubanas ganharam dos EUA. Mas não têm mais *o* time. Esperar a Itália então. Dizem que a jogadora mais linda do mundo é a italiana Francesca Piccinini. Acho que NUNCA irei concordar. Além da Paula Pequeno, por aqui, a Mari só tem ascendido. E eu nem lembro dessa jogadora (embora tenha ficado uau quando a vi desembarcando em Pequim, de óculos escuros e tal).
Eu tenho essa mania. Em jogo do Brasil, só reparo no Brasil etc etc.
Assisti só agora a ginástica. É algo o Brasil ter uma equipe competitiva bem nesse esporte. Que todo mundo adora mas que não tem/tinha muito a ver com a gente. As meninas são uma paixão. Fofas, fofas. Elas choram, a gente fica com vontade de chorar. Elas caem da trave e a gente fica preocupada. Algo mesmo. A mão da Ana Cláudia, por exemplo. Tá me preocupando até agora.
A ginástica feminina quebrou tudo. Eu tava dormindo. A Folha de São Paulo também tem quebrado tudo. É impressionante a influência desse jornal sobre mim. Acho que ele me ensinou a pensar mesmo. Eu tava morrendo de raiva. Dos blogs e dos artigos da FSP. Daí começou a Olimpíada. E essas coisas que eu estou postando. E hoje. Isso:
Mudanças políticas radicais, esperadas por ocidentais, não devem ocorrer no país após os Jogos de Pequim
DAVID JYE YUAN SHYU ESPECIAL PARA A FOLHA
Para a maioria dos países, o significado principal dos Jogos Olímpicos, além da questão esportiva e cultural, é de ordem econômica. Mas, na China, os atuais Jogos carregam ainda uma significativa conotação histórica e política.
Desde meados do século 19, intensificaram-se as invasões das nações ocidentais e da japonesa. Por cerca de 150 anos, a China foi praticamente um país semicolonial e era caricaturada pelos invasores como a "invalidez oriental". Além disso, por causa das diferenças culturais e dos maus entendimentos daí decorrentes, o povo chinês sofreu muitas humilhações.
Muitos desses preconceitos se propagaram no tempo e no imaginário de outros povos. Mesmo recentemente, Jack Cafferty, apresentador da CNN, chegou a afirmar que os chineses eram "estúpidos".
Para o filósofo italiano Domenico Losurdo, essa "cruzada antichinesa em curso está em total continuidade com a longa e abjeta tradição imperialista e racista".
Devido a tantas injúrias, não é por acaso que a maioria da população veja no sucesso dos Jogos uma chance de apresentar ao mundo a "cara e o espírito" verdadeiros da China moderna e, assim, "limpar-se da humilhação" de centenas de anos.
Sendo assim, os protestos contra a China no exterior surtiram um efeito contrário. Ajudaram a reforçar a unidade do povo e despertaram um sentimento de patriotismo que fortalece o governo comunista.
De acordo com a pesquisa do instituto PEW, em Washington, 86% do povo chinês está satisfeito com o resultado de política de reformas e otimista com o desenvolvimento do país. Foi o primeiro colocado entre os 24 países pesquisados.
Apesar de o Comitê Olímpico Internacional se opor à interferência política e religiosa, na prática isso não tem acontecido. Especialmente nestes Jogos, as pressões políticas do exterior são enormes. Elas incluem a questão dos diretos humanos, do meio ambiente, do Tibete, Falun Gong etc.
Em suma, os Jogos de 2008 se transformaram em um palco não só para disputas desportivas, mas também políticas. Para o jornalista Georg Blume, do "Die Zeit", os Jogos de Pequim tornaram-se para os "antichineses" uma base de teste para tentar alterar o destino e o futuro da China.
Essas discussões também refletem um impacto psicológico que o crescimento da China provocou no mundo ocidental.
Depois da Guerra Fria, a China não apenas sobreviveu à queda dos países socialistas como pôde se transformar em um gigante econômico. Esse fato deixou certos países e analistas, que ainda possuem uma ideologia herdada da Guerra Fria, insatisfeitos e preocupados.
Não se deve esperar que estes Jogos produzam mudanças políticas radicais. Mas, como eles produzem um entusiasmo no povo e propagam ideologias de mundo distintas, devem influenciar indiretamente a política. Juntamente com o crescimento da classe média, os Jogos impulsionarão o caminho das reformas. Mas as mudanças ocorrerão de forma cautelosa.
Acreditamos que, quando a festa acabar, a China continuará no caminho do desenvolvimento, como ocorre desde os anos 80. A esperança de certos ocidentais que torcem por profundas mudanças na área política não deve acontecer, pelo menos em um futuro breve.
David Jye Yuan Shyu é professor de língua e literatura chinesa da USP
Ainda sobre o Judô. Esse desconhecido. Se o brasileiro ontem perdeu de 11 a 1, seguido da chinesa que ganhou da japonesa de 100 a 0. Hoje, o tal de João Derly, maior esperança do Brasil para medalha de ouro. Pasmem. Ganhou de 2x1 do coreano do sul. Ninguém nunca vai entender isso aí. Uma qualquer ganha de 100, o melhor do mundo ganha de 2. Vi os dois jogos de vôlei de praia. Medalha de chatice pra esse esporte. Em que bola de segunda faz mais ponto que cortada. Vi toda a ginástica olímpica feminina, porque é o favorito da minha mãe. Que agora fica dizendo 'menos 0,8' cada vez tomam um tombo. Achei uó a Daiane do Santos desenterrar Brasileirinho. Mas não devo acordar pra ver. Tento ver natação mas me desconcentro. E daí nem sei em que raia tá quem. Pólo aquático não consigo. Problema sensorial. Não enxergo a bola. Daí que eu nem vou esperar o vôlei (de quadra). Que é meu xodó olímpico. Tomei um monte de vinho e acho que vou dormir.
Vi o boxe também. Obcecada que estou em resolver o problema do judô. Penso que decidir em rounds pode ser uma opção.